VPS trading Betfair

No artigo “Primeiros Passos” é mencionada e explicada a necessidade de termos um VPS. Neste artigo vamos ver como abrir conta num fornecedor de VPS’s e como fazermos a sua instalação e configuração.

Uma vez tendo, através da empresa de “brokerage”, as nossas contas criadas em uma ou mais casas ou bolsas de apostas, todo o acesso a estas, seja por “browser” ou por software deve ser feito a partir de um endereço IP britânico. Para isso temos que ter um VPS ou uma VPN (ver aqui as diferenças…).

Sobretudo para trading na Betfair ou na Betdaq sugerimos vivamente que optem por um VPS em detrimento de uma VPN. Podendo escolher entre vários fornecedores de VPS’s que nos garantem um endereço IP britânico para o nosso servidor virtual, optámos pela Tagadab.

Das várias empresas que pesquisámos e testámos, a Tagadab foi a que nos pareceu a mais adequada na relação Qualidade/Preço , com muito bons tempos de resposta e com um excelente “ping” para os servidores da Betfair.

Nos videos nesta pagina, podem ver como abrir conta na Tagadab e depois todo o processo de instalação e configuração de um VPS até ficar pronto para fazermos trading na Betfair.

Diferenças entre VPN e VPS

Para acedermos às contas nas casas ou bolsas de apostas, contas essas disponibilizadas através de empresas de “brokerage services” é de toda a conveniência, para não dizer mesmo que é obrigatório, usarmos um VPS ou uma VPN.

Porque leio muita confusão entre estes dois sistemas e se para um leigo na matéria podem ser meros preciosismos de linguagem ou siglas, para quem trabalha ou trabalhou nesta área é como confundir a beira da estrada com a… Estrada da Beira e é isso que vamos tentar “desconfundir.

Para já, aqui fica o significado dos respectivos acrónimos:

  • VPN – Virtual Private Network

  • VPS – Virtual Private Server

Agora falemos com base nas figuras…

Virtual Private Network (Rede Privada Virtual):


Eu tenho o meu PC (o portátil na imagem), estou em minha casa, nas instalações de um cliente ou… na piscina de um hotel e através duma infraestrutura de rede pública, ou seja, a Internet (simbolizada pelo globo), acedo a uma rede privada da qual me foram, natural e previamente, dadas as respectivas credenciais de acesso (username e password) e que pode ser a rede local da minha empresa, da minha faculdade ou de uma empresa à qual eu tenha contratado serviços de Virtual Private Networking.

Para tal, utilizando uma qualquer ligação à Internet, autentico-me (entro com o meu username e password) no Servidor de Acesso Remoto (simbolizado pelo “caixote” preto e cinzento) e a partir daí é como se o meu computador portátil estivesse ligado directamente na rede local (e privada) em causa e posso usar os seus recursos de acordo com os direitos de utilização da mesma que foram concedidos pelo administrador dessa rede ao meu estatuto de utilizador. É como se tivesse pegado no meu PC e ido fisicamente até à empresa ou até à faculdade, procurasse uma secretária disponível e aí me tivesse ligado directamente à rede deles com o meu username/password de acesso à mesma.

Agora como estou a aceder remotamente e a utilizar uma infraestrutura pública – a Internet – há que proteger dos “ácaros” a informação que é trocada entre o meu PC e a rede privada. Para tal usam-se, de forma transparente, ou seja não perceptível para nós utilizadores comuns, sistemas de encriptação e encapsulamento dessa informação. É como se a mesma atravessasse a Internet “escondida” no túnel (no sentido lógico, criado por software) simbolizado na figura acima.

Acrescentar que a partir do momento em que “entro” na VPN, o meu endereço IP para a Internet passa a ser o dessa rede privada e não o da minha ligação particular à net. Ou seja, se eu estiver a apanhar sol em Copacabana e daí me ligar a uma empresa sediada em UK e à qual contratei serviços de VPN, para os sites Internet que eu visite a partir desse momento (por exemplo, o site da Betfair ) o que eles vêem é o endereço IP da empresa da VPN (supostamente em UK) e não o IP do meu hotel no Rio de Janeiro.

… e isto é um VPS – Virtual Private Server (Servidor Privado Virtual):


Idealmente uma empresa que disponibilize serviços de VPS terá um conjunto de computadores (fisicos, reais) de elevadas especificações e desempenho e através de software próprio de virtualização é como se metesse (no sentido lógico ou figurado do termo) vários “computadorzinhos” dentro desse “computadorzão”.

Como potencial cliente de uma dessas empresas, o que eu posso ter é um desses “computadorzinhos” virtuais alojado, em termos de software, num dos “computadorzões” reais que estão fisicamente no Centro de Dados da empresa em causa.

Nesse meu computador virtual eu tenho um sistema operativo instalado (tipicamente Windows ou Linux), uma dada quantidade de memória, espaço em disco e processador que me terá sido atribuido de acordo com o que eu contratei/paguei e aonde posso aceder a ficheiros que lá tenha, instalar software como o faço no meu computador habitual e executar essas aplicações.

E como faço isso?

Através do meu computador real que utilizo habitualmente ou até, por vezes, de um qualquer outro computador desde que tenha, como é óbvio, ligação à internet e com software próprio de acesso remoto (que pode ser o“remote desktop connection” que vem com o Windows ou outro “programinha” do mesmo género) eu acedo ao meu Virtual Private Server e comando-o a partir do meu computador real; este, a partir desse momento, está a funcionar apenas como comando à distância do meu VPS. Todo o trabalho de cálculos e de processamento de informação é feito no VPS. Em termos básicos e exceptuando informação inerente ao controlo de comunicações, entre o meu computador real e o meu VPS apenas circulam “clicks de rato” e imagens de ecran.

Em resumo, quando estou ligado em VPN é o meu PC (real) que faz parte da rede e é ele que faz todo o trabalho de processamento e a troca de informação entre o meu PC e os restantes computadores da rede será mais lenta dado que tem que ser protegida dos “ácaros”, encriptada/encapsulada, metida no tal “tunel” lógico e posteriormente desencapsulada. Para o exterior, o meu endereço IP é o endereço IP público da rede VPN à qual estou ligado e não o endereço IP que me foi atribuido pelo meu fornecedor de Internet.

Quando estou ligado a um VPS, o meu computador (real) é apenas o controle remoto do meu computador virtual; é neste último que é efectuado todo o trabalho de processamento de informação e as trocas entre os dois são normalmente rápidas pois pouco mais são do que “clicks de rato” e imagens de ecran. Para o exterior e para sitios que aceda a partir do browser ou aplicações que estejam no VPS o meu endereço IP é o do VPS; para sitios a partir do browser ou aplicações que estejam no meu PC real obviamente que neste caso o meu endereço IP é o que me foi atribuido pelo meu fornecedor de Internet. Mais ainda, eu posso desligar o meu computador real e qualquer trabalho que esteja a ser executado no VPS continuará a sê-lo; por exemplo, um bot de acesso e colocação de apostas na betfair…

Para efeito deste projecto e enquanto traders aconselhamos o uso de VPS, para punting tanto podemos usar um VPS como uma VPN. No caso específico do VPS, recomendamos a empresa Tagadab como fornecedora deste tipo de serviços e temos uma série de artigos sobre “Como criar e usar um VPS”.